sábado, 1 de janeiro de 2011

Cegos.

Os pais e a criança cega.

Todos os pais esperam ansiosamente o nascimento do seu filho, mas, quando a criança nasce cega, ou fica cega pouco depois do nascimento, os pais ficam chocados. Por vezes ficam mesmo esmagados pelo enorme desgosto. Isto pode ser devido ao fato de nunca terem conhecido uma pessoa cega, lembrando-se apenas dos cegos que viram na rua a pedir esmolas ou a vender cautelas. Não têm conhecimento de que existem milhares de pessoas cegas que exercem cargos de responsabilidade e bem remunerados, que desempenham atividades especializadas ou são administradores de negócios. Não conseguem conceber a idéia de não conseguir ver. Pensam que a criança sentirá a cegueira da mesma forma que eles.
A criança que nasceu cega não sabe o que é ver. Nem tão pouco sabe que está privada de algo, que lhe falta qualquer coisa. E não se aperceberá disso durante bastante tempo. Não sabe que é diferente dos outros, portanto é tão feliz como qualquer outra criança. Até se aperceber de que não vê, pode ter-se tornado uma pessoa feliz, que encara a vida como qualquer outra criança. Pode sentir que é amada e desejada pelos pais e que consegue viver a sua vida plenamente. Geralmente a maior parte dos pais necessita de bastante tempo para se acostumar à idéia de que o seu filho não pode ver.

Os outros pais podem ajudar.

Alguns pais sentem-se apoiados se conversarem com os pais de outras crianças cegas. Os pais que já ultrapassaram a angústia dos primeiros meses e que viram o seu filho crescer, podem dar esperanças aos pais que se vêem agora confrontados com a mesma situação. Podem dizer-lhes que, à medida que o tempo passa, e que a criança começa a crescer e a desenvolver-se, eles terão orgulho nela e nas suas conquistas.
Traumatizados pelo desapontamento e pela tristeza, por vezes os pais sentem dificuldade em se aperceberem de que o filho é antes de tudo uma criança. Ser cego é apenas um aspecto da sua vida, mas a sua vida tem muitos outros aspectos. A cegueira não o torna tão diferente de uma criança que vê, como geralmente se pensa. Na realidade, tem muito mais semelhanças com a criança que vê do que diferenças. Portanto, quanto mais os pais aprenderem sobre a criança, mais a poderão ajudar.
Como acontece com todos os pais, a mãe e o pai de uma criança cega querem que tudo o que acontece ao seu filho contribua para desenvolver a autoconfiança e a independência. Querem que ele coma, ande, se vista, brinque com outras crianças, vá à escola e tenha uma vida social como todas as outras.

A criança cega precisa daquilo que todas as outras precisam.

Há certas coisas que todas as crianças precisam: Precisam de saber que são amadas e desejadas e que são membros importantes da Família; precisam de ser capazes de se desembaraçarem sozinhas e gostam que os outros se apercebam disso; precisam de conhecer a sensação de ter feito algo bem feito; precisam de desenvolver continuamente as suas capacidades. A criança cega precisa de tudo isto tanto como as outras.

O início.

Durante os primeiros meses tudo o que a criança precisa é de comida, sono e mimo. Pegar nela, apertá-la ao peito e passear com ela pela casa contribuem para que se sinta amada e segura. A criança nasce desejosa de conhecer as coisas do mundo exterior e de percorrer todos os lugares. Mas se não vê, precisa de ser estimulada a pegar nos objetos e a mexer-se por meio de palavras, de sons e de uma grande variedade de objetos para manipular. Assim essa curiosidade inata levará ao seu crescimento e desenvolvimento.
Para começar, a criança cega precisa de ser levada de um local para o outro muito mais do que qualquer outra criança. Ela gosta de ouvir as conversas das pessoas que a rodeiam e gosta, sobretudo, de que falem com ela. Deve sentar-se a criança amparada com almofadas durante algum tempo todos os dias, na mesma idade em que isso se faz com as crianças que vêem.
Se a criança cega souber que existe um fio atravessado no seu berço com objetos vários pendurados ela começará a esforçar-se por alcançar e manusear esses objetos.
Alguns pais só muito tarde começam a brincar com o filho cego. Não o fazem saltar nos seus joelhos e muitas vezes nem sequer lhe pegam. Todos os bebês gostam dessa brincadeira e de demonstrações de carinho sejam cegos ou não. Podem ser pequenos, mas não são frágeis e apreciam uma boa brincadeira com o pai ou com a mãe. Deve sempre dizer-se ao bebê quando se lhe vai pegar ao colo. Caso contrário ele poderá assustar-se se lhe pegarem, de repente, sem contar.

Ajude-o a começar.

Alguns pais deixam o seu bebê cego demasiado tempo deitado no berço - mesmo quando ele próprio já quer movimentar-se e pôr-se em pé agarrado às grades. Fazem isso com medo de que ele se magoe quando começar a andar de um lado para o outro. Mesmo quando o colocam no chão, limitam-lhe o espaço. A maior parte das crianças cegas podem perfeitamente explorar o espaço exterior ao berço. Utilizam-no para andar à sua volta e para se segurarem quando querem ficar em pé, logo após conseguirem manter-se sentadas e tocar o chão.
Pode ser necessário estimular a criança cega a dar alguns passos fora do seu ambiente natural, para sentir a diferença entre o tapete e o chão liso, para tentar encontrar os carrinhos que se puseram em determinado local para ela. Mas não deve nunca forçar-se a isso. Nesse dia ela pode não estar disposta a fazer novas experiências e pode mesmo recusar-se a fazê-las. No dia seguinte ou dois dias depois poderá ser ela própria a querer fazer esse "jogo". Deve dar-se à criança liberdade para ser ela a decidir.
A criança que vê agarra os objetos à sua volta e movimenta-se para os ir procurar. Uma criança cega não procura no desconhecido a menos que seja motivada nesse sentido. Uma voz ou um som que chame a sua atenção - um sino por exemplo - pode ser o ponto de partida para que ela se desloque em sua direção. Alguns pais tentam atrair a criança utilizando o seu brinquedo preferido ou orientam-no nas deslocações tocando-lhe de leve. Até ao momento em que a criança começa a deslocar-se na sala ou no local onde costuma permanecer, o seu campo de exploração é extremamente limitado e os objetos que manuseia também o são. Para além disso o movimento é importante, não só para o conhecimento do mundo que a rodeia, mas também para o seu desenvolvimento muscular.

A criança cega é igual a qualquer outra intelectualmente.

No início, algumas crianças cegas podem ser mais lentas na execução de certas atividades e na aprendizagem. Esta lentidão pode preocupar os pais. Podem ser levados a pensar que o seu filho tem um atraso mental, contudo a lentidão não é fator indicativo de deficiência mental. As crianças cegas têm a mesma capacidade de aprendizagem que as outras crianças. A maior parte são intelectualmente médias, algumas ligeiramente abaixo da média e algumas são mesmo super dotadas, como de resto acontece com as crianças em geral.
Ainda não se conseguiu um teste suficientemente válido para avaliar a capacidade intelectual da criança cega, contudo os psicólogos, os assistentes sociais e outros técnicos que trabalham com crianças com deficiência visual, são unânimes em afirmar que existe uma ligação estreita entre o nível de desenvolvimento e aprendizagem que a criança consegue atingir e as oportunidades e a segurança que lhe foram dadas.
Os pais de uma criança cega podem esperar que ela participe em certas tarefas, tal como acontece com as outras crianças. Não é necessário esperar "que ela seja mais velha", pois, para algumas, ela já tem a idade suficiente e apenas necessita de ter oportunidade. Se a criança cega tiver as mesmas oportunidades que uma criança que vê, tornar-se-á do mesmo modo uma pessoa válida de pleno direito.
Se os pais chegam à conclusão de que determinada tarefa é demasiado difícil para o seu filho, não o devem forçar para que consiga realizá-la inteiramente, mas devem encorajá-lo, elogiá-lo pelo esforço despendido e tentar de novo em outro momento.
Se a criança tem ainda resíduos visuais, ainda que seja apenas percepção luminosa, os pais devem estimulá-la a utilizar esses resíduos o mais possível. Alguns pais preocupam-se quando o seu filho ganha o hábito de esfregar ou tocar nos olhos, abanar as mãos em frente a eles, baixar a cabeça ou virá-la de um lado para o outro. As crianças que vêem por vezes também fazem isto, mas perdem esse hábito muito rapidamente, porque têm muitas outras coisas para verem e ocuparem a sua atenção. Quanto menos importância os pais derem a estes maneirismos, melhor. Se a criança cega estiver interessada por outras coisas, deixará aos poucos de fazer isso. É necessário criar condições e esses maneirismos desaparecerão com a idade.

A criança cega precisa de mais tempo.

Não há grande diferença entre o modo de tratar um filho cego e outro que não o seja, apenas é necessário mais imaginação, mais paciência e geralmente mais disponibilidade, contudo não se trata de uma forma diferente de atuação. Não existe uma fórmula mágica que resulte sempre, tal como não há para as outras crianças. O método utilizado por uns pais pode não resultar com outros. Cada criança é um indivíduo. De criança para criança, os interesses são diferentes, as condições em casa também são, e daí que o método a utilizar tenha que ser igualmente diverso.
Da mesma forma, não existe um método único para todos os pais, porque os pais também são diferentes, por isso não há informações ou sugestões que possam considerar taxativas. Ajudar qualquer criança a crescer é uma tarefa difícil. Por vezes pode até ser bastante ingrato e frustrante. Quando a criança é cega essa tarefa é ainda mais árdua, tanto para o pai como para a mãe.

A criança cega utiliza os outros sentidos.

A aprendizagem e o comportamento da criança cega estão dependentes da audição, do tacto, do gosto e do olfato. Desde muito cedo ela aprende a utilizar estes sentidos com maior grau de eficiência do que qualquer outra criança.
A criança que vê, usa simultaneamente os olhos, os ouvidos e as mãos. Escuta a mãe dizer-lhe o que vai fazer e vê-a guardar um brinquedo numa caixa. Ela vê o que a mãe faz, ouve a explicação e em seguida imita.
No caso da criança cega os ouvidos e as mãos têm que trabalhar em conjunto. Tem que ouvir e apalpar o que vai fazer. Muitas vezes os pais têm que a ajudar, motivando-a. Isto leva um certo tempo, e sobretudo exige dos pais maior paciência e força de vontade. Seria muito mais rápido e muito mais fácil, se os pais fizessem tudo em vez do filho, mas nesse caso ele nunca aprenderia a fazer nada.

Compartilhe das suas alegrias.

Dê ao seu filho oportunidade para fazer coisas e tempo suficiente para isso. Estimule-o a dedicar-se a novas atividades. Quando ele aprende qualquer coisa, uma palavra nova por exemplo, a tirar uma meia ou a ajudar a mãe a pôr a mesa, compartilhe da sua alegria. Isso dar-lhe-á vontade de continuar a fazer novas experiências. Ele pode aprender quase tudo o que a criança que vê aprende. Pode aprender a fazer, com segurança, coisas que de início se pensariam impossíveis, como, por exemplo, correr, andar de patins ou de triciclo. Dará com certeza muitos trambolhões, mas acabará por conseguir, se não se ligar demasiada importância a isso. Todas as crianças dão trambolhões, umas mais do que outras.
Alguns pais de crianças cegas pensam que cada vez que o seu filho cai é apenas porque não vê. Mas a maior parte das vezes isso acontece porque ele está a tentar manter-se em pé sozinho, a andar ou a mover-se de um lado para o outro. Tente dar-lhe muitas oportunidades de fazer coisas por si próprio. Deixe-o adquirir informação táctil através das suas próprias investigações. Dê-lhe sempre algo que lhe ocupe o cérebro e as mãos. Como todos os bebês, o seu gostará de amarrotar e rasgar papel, de brincar com blocos de madeira, com tampas de panelas ou de tocar tambor com uma colher de pau. As crianças aprendem muito com os seus brinquedos e objetos que manipulam. Hoje em dia muitos dos brinquedos que se vendem são feitos especialmente com essa finalidade: pequenos conjuntos de ferramentas, bonecas com roupas, serviços de chá, carrinhos, ônibus, aviões...
Muitas vezes a criança que vê compreende imediatamente a utilização do brinquedo por já ter visto o mesmo objeto em tamanho natural a ser usado pelas pessoas crescidas. A criança cega pode já ter ouvido o barulho de um martelo ou de um serrote, já ter andado de ônibus, ouvido um avião, mas não tem uma idéia exata de como esses objetos são na realidade. Enquanto ela examina o brinquedo com as suas mãozinhas, explique-lhe bem para que serve, e como é. Mas não se admire se ela preferir usar o brinquedo de forma diferente daquela para a qual foi concebida. As crianças que vêem também fazem isso. Em vez de andar com o carrinho para traz e para diante, ela pode preferir virá-lo e fazer rolar as pequenas rodas com a mão. A criança não é obrigada a seguir as regras de utilização dos brinquedos.
Quando der de comer ou vestir o seu filho, dê-lhe qualquer coisa para estar entretido e fale com ele sobre isso. Fale com ele desta maneira: "Agora vamos vestir o casaco. Estende o braço.". Antes de lhe pegar ao colo, diga-lhe: "agora, upa!", para o preparar. Desta maneira ele aprende o significado de algumas palavras e relaciona-as com o que se está a fazer. Quando lhe disser "Aqui tens a tua torrada", ele estenderá o braço para pegar. Use exatamente as mesmas palavras que as pessoas que vêem usam. "Maria, olha que lindo vestido tem esta boneca!", "João, vamos ao jardim ver as flores.". Mas, quando disser estas coisas, deixe a Maria ver o vestido tocando-lhe com as mãos, ou deixe o João ver as flores, pegando-lhe e cheirando-as. Pelo tacto é perfeitamente possível distinguir o cetim da lã, da mesma maneira que pelo olfato podemos sentir a diferença entre uma rosa e um cravo, com tanta certeza como utilizando os olhos.

Permita-lhe fazer muitas experiências.

Tudo o que o seu filho faz, todos os lugares onde vai, tudo o que manipula e fica conhecendo - por outras palavras, todas as suas experiências - ajudam-no no seu desenvolvimento cognitivo. Leve-o consigo à mercearia, ao armazém, ao jardim, à praia, ao rio, ao jardim zoológico, ao museu, à igreja, ao ao supermercado, à casa da vizinha, à biblioteca, ao restaurante, ao posto de gasolina, ao emprego do pai... Isto é, leve-o consigo para toda a parte. Tente sair com ele todos os dias. Vá a pé em vez de ir de carro ou de ônibus, e, quando regressar a casa, fale com ele sobre o que aconteceu. Vá-lhe explicando o que está mostrando e, sempre que possível, deixe-o tocar e apalpar as coisas para as sentir bem. Ele tem tanto interesse como os outros. A sua curiosidade aumentará se for estimulada.

A vida em casa e no Jardim de Infância.

A casa é o lugar preferido para a maior parte das crianças. Este fato é duplamente real se se tratar de uma criança com deficiência - tal como, por exemplo, um cego. Há com certeza exceções, mas, regra geral, a criança com deficiência sente-se muito mais segura na sua própria casa.
Existem crianças cegas com problemas especiais, tais como, por exemplo, outra deficiência, um auxílio extra, fora de casa, poderá ser a melhor solução.
Se for possível, inscreva o seu filho cego num jardim de infância. Se a criança estiver preparada para isso, necessita dessa experiência mais ainda do que as crianças que vêem. Isto é verdade, porque muitas crianças cegas não tiveram as oportunidades suficientes e necessitam, por isso, de tudo o que lhes possa ser dado que facilite o seu desenvolvimento global.
Em alguns países, a criança cega pode freqüentar o mesmo jardim de infância que as outras crianças. Se houver um jardim de infância no local onde vive, fale com as educadoras sobre esta hipótese. Você e elas podem decidir se a criança está ou não preparada para esta experiência.

Informe-se a respeito das escolas inclusivas.

Enquanto o seu filho cego é pequeno, você tem muito tempo para se informar sobre as várias possibilidades que a comunidade lhe pode oferecer relativamente à sua futura educação escolar. Procure aquilo que houver de melhor para as crianças que vêem e não se satisfaça com algo que não ofereça as condições necessárias. É preciso um certo trabalho de planejamento com as entidades escolares locais antes que o seu filho entre na escola. Informe-se dos apoios locais em matéria de Ensino inclusivo e especial, escreva para a Equipe de Ensino inclusivo mais próxima ou mesmo para a sua Direção Regional de Educação. Informe-se sobre os apoios já existentes ou que poderão vir a existir quando o seu filho atingir a idade escolar. Os serviços que consultar compreenderão o seu desejo de que a educação do seu filho não seja de modo nenhum prejudicada.

Os amigos são importantes.

A criança cega deve começar cedo a brincar com crianças normo-visuais. As crianças aprendem muito umas com as outras, e desde muito cedo as crianças compreendem o que é que os seus companheiros de brincadeira esperam deles a nível de comportamento. É a fase das trocas, há regras que têm de ser seguidas e os brinquedos têm que ser partilhados. Tudo isso contribui para o seu desenvolvimento.
Normalmente as crianças que vêem encaram a cegueira duma forma muito mais natural do que a maior parte dos adultos. Quando os amigos do seu filho lhe fizerem perguntas sobre a cegueira, responda-lhe duma forma simples e franca, porque eles estão realmente interessados em saber. Mas essa curiosidade é a mesma que revelam quando perguntam porque é que uma pessoa é ruiva ou porque é que algumas pessoas usam roupas diferentes das deles.
No inicio pode ser necessário um certo esforço para que as crianças comecem a brincar juntas. Mas vale a pena, pois assim em breve o seu filho começará a enfrentar situações reais. Todas as ocasiões em que ele possa encontrar e brincar com outras crianças, representam novas experiências e benefícios para o seu filho.

Superproteção.

Em famílias em que há mais crianças, os pais podem ter a tendência para superproteger ou beneficiar a criança com deficiência. Deixe-a colaborar em todas as tarefas em que isso seja possível, distribua-lhe trabalhos fixos tal como faz com os seus irmãos ou irmãs. Ele gostará de ser tratado como as outras crianças, e ficará triste se ficar de fora em qualquer situação. A criança cega sentir-se-á muito mais feliz se sentir que faz algo de útil para a família em vez de estar sempre na situação de receber. Quando ela e a família colaboram, isso contribui para que a criança se sinta útil e importante.

Piedade não ajuda a ninguém.

Algumas pessoas pensam que demonstrar pena ajuda a criança. Esquecem-se de que na realidade ninguém gosta de que sintam pena de si. É muito melhor manter uma atitude que leve à autoconfiança, pois ela é importante para todos. Por isso, se sentimos pena dos outros e se a mostramos, não os ajudamos, nem a nós próprios.

Quem sabe sobre a cegueira?

O sentimento de infelicidade que ligamos à cegueira não é efetivamente provocada por ela, mas sim pela forma como a família, a comunidade e as pessoas em geral atuam para com um cego.
Poucos pais conseguem manter-se calmos quando, na rua, uma pessoa totalmente estranha os aborda e manifesta pena relativamente à cegueira do seu filho. Essa pessoa poderá mesmo querer dar à criança dinheiro ou guloseimas. Este tipo de atitude das pessoas que vêem em relação aos cegos é devido, pura e simplesmente, à ignorância. As pessoas, em geral, sabem muito pouco sobre a cegueira, e muitas vezes o que julgam saber não corresponde à realidade. Uma mãe dizia: "Foi necessário muito tempo até eu conseguir controlar-me e não ficar irritada. Mas agora já consigo com toda a sinceridade virar-me para o meu filho e dizer-lhe: Eles não querem te magoar. Só fazem estas coisas porque não sabem."

Procure obter ajuda.

Logo que saiba que o seu filho é cego, comece imediatamente a tentar procurar todo o auxílio possível para que ele cresça e se desenvolva duma forma, tão semelhante quanto possível, à de qualquer outra criança. Dirija-se aos Serviços sociais e de educação da sua região, onde consiga obter todas as informações possíveis, especialmente a respeito de estimulação precoce.
Lembre-se de que a primeira e última lição de que os pais de uma criança cega necessitam é:
  • Acredite no seu filho e convença-se de que ele pode ter sucesso na vida.
  • Dê-lhe amor, afeição e promova a sua saúde.
  • Dê-lhe possibilidades para aprender e para ter todas as experiências que contribuem para o seu desenvolvimento global.
Se fizer isto, o seu filho estará no caminho da independência e de uma vida tão interessante, feliz e útil como a de qualquer outra pessoa.

sábado, 11 de dezembro de 2010

NATAL


“Que o amor possa florescer
em todos os cantos deste mundo.
Que nós possamos desfrutar da bondade divina,
e que sejamos sempre dignos do amor de Cristo.
Façamos nossa parte, na busca pela felicidade.
Feliz Natal para você e toda a sua Família.”


Parabéns Professores pelo seu dia

Em homenagem ao dia do professor trouxe uma reportagem sobre Educadores Especiais...

Carla anda de cadeira de rodas. George é cego. Rodrigo e Patrícia são surdos. Débora tem síndrome de Down. Além de possuírem algum tipo de deficiência, eles têm mais coisas em comum: cresceram numa época em que inclusão ainda era uma palavra que não significava a total integração à escola e à sociedade de pessoas com necessidades educacionais especiais. Mesmo assim, os cinco lutaram contra preconceitos, conquistaram espaço no mercado de trabalho e hoje são EDUCADORES COMO VOCÊ...

Voltar a sonhar
Carla Costa Kind da Silva, professoraA dor que a professora Carla Costa Kind da Silva sentiu nas costas numa noite de1994 foi tão intensa que ela desmaiou. Quando acordou, no centro de tratamento intensivo de um hospital do Rio de Janeiro, ela não mexia nem o pescoço. Segundo os médicos, uma inflamação na medula tinha deixado Carla paralisada para sempre. "Senti que era o fim de meus sonhos." Aos 23 anos, Carla estava noiva havia três meses, tinha mais um ano para se formar em Ciências Sociais e planejava fazer mestrado... Sem perspectiva de melhora, ela propôs o fim do noivado, mas o bombeiro Sérgio Sousa da Silva não quis nem ouvir seus argumentos e tomou uma decisão radical. Mudou-se para a casa dela e começou a estudar acupuntura, shiatsu, ioga, fitoterapia e fisioterapia para ajudá-la no tratamento. Tão misteriosa quanto o aparecimento da doença tem sido sua recuperação. Contra todas as previsões, em seis meses ela movimentava os braços e hoje consegue ficar em pé sobre uma das pernas. Aceitar as limitações não foi fácil. No início, ela não queria sair de casa por vergonha da cadeira de rodas, mas a família decidiu "arrastá-la". Sábia decisão. Dali em diante, sua postura mudou. Carla retomou os estudos e lutou para voltar a lecionar. Há seis anos, casou-se com Sérgio - de véu e grinalda - e teve o prazer de entrar na igreja andando, amparada pelos pais. Há dois anos, deu à luz André Luiz, deixando muita gente espantada. Assim como cuida do filho, Carla dá conta da turma de Educação Infantil do CIEP Yuri Gagarin, onde nem tudo está adaptado à sua condição. A rampa de entrada é íngreme e perigosa, mas na sala há espaço para circular com a cadeira de rodas. Hoje, aos 35 anos, ela faz valer seus direitos, exerce com prazer a profissão que escolheu e encara a vida com alegria.

Pela luz dos olhos dele
George Gomes de Oliveira, estudante
Ao visitar uma escola, no final de 2004, o então estudante de História George Gomes de Oliveira ouviu de um aluno:
- Você não enxerga nada?
- Nada, nadinha...
- E vai dar aula pra gente no ano que vem?
- Pode ser. Por quê?
- Vixe! Já pensou se você entrar na sala e todos nós sairmos de mansinho?
- Eu não enxergo um palmo à frente do nariz. Aliás, nem o nariz eu enxergo. Mas sei dar aula direitinho!
esse mesmo bom humor, o professor Georges e apresentou no ano passado às 12 turmas da EE Francisco de Paula Antunes, em Brasília de Minas, a 450 quilômetros de Belo Horizonte. Ele perdeu a visão do olho direito aos 6 anos, ao cair de um cavalo. Aos 12, a retina esquerda também o deixou na mão. Desanimado, parou de estudar. O garoto voltou à escola só aos 19 anos, quando fez supletivo e aprendeu braile. Seu sonho era fazer Processamento de Dados. "Queria usar softwaresque obedecessem a comandos de voz." Aprovado na seleção, não pôde fazer o curso, pois a escola técnica não estava preparada para receber cegos. Que decepção! No Ensino Médio, conheceu um professor de História que, para driblar a gagueira, entrava na sala declamando a matéria. "Essa estratégia fantástica me fez pensar em lecionar." Um outro professor, de Física, sugeriu que ele gravasse as aulas. Um santo conselho. Hoje seu acervo tem mais de 350 fitas, incluídas as da faculdade. Passar no vestibular da Universidade Estadual de Montes Claros foi moleza. "Só percebemos que George era cego no quinto dia de aula", lembra Leandro Mendes, colega de graduação e de profissão. Professor conservador, em sua própria avaliação, George, 33 anos, decora o conteúdo por tópicos depois de ouvi-los nas fitas. Em classe, dita para uma aluna, que passa tudo no quadro - para onde ele aponta durante as explicações, como se estivesse destacando alguma informação. Só nos dias de prova Leandro vem ajudá-lo. "É para ver se ninguém está colando."

"Eu gosto de ensinar"Patrícia Alessandra Luciano Campos e Rodrigo CésarBaltazar Campos
Patrícia Alessandra Luciano Campos, 31 anos, é pura tranqüilidade. O marido, Rodrigo César Baltazar Campos, 35, é agitado e grande contador de histórias. Os dois são surdos e ainda eram adolescentes quando se conheceram. Hoje vivem num espaçoso apartamento em Florianópolis com o filho, Lucas. O garoto, de 6 anos, é muito apegado aos pais, apesar de eles se comunicarem em uma língua diferente. Lucas ouve perfeitamente. Para que desenvolvesse a fala, contou com o estímulo dos avós e da babá e foi para a escola logo depois do primeiro aniversário. Ele ainda não conhece muito bem a Língua Brasileira de Sinais (libras), mas vai aprender. Afinal, a mãe é professora da matéria. "Foi ela quem me ensinou libras", recorda Rodrigo, que, quando garoto, enfrentou muitos problemas na escola. Língua de sinais, naquele tempo, nem pensar! A dificuldade em Língua Portuguesa o levou a ser reprovado várias vezes. Patrícia também enfrentou desafios. Os pais dela, assim como os de Rodrigo, queriam que Patrícia só fosse oralizada (aprendesse a falar). Ela até consegue falar um pouco e, quando não se faz entender, usa mímica, aponta ou escreve. Mas, rebelde como qualquer adolescente, aprendeu libras escondido. Em março, o casal se formou em Pedagogia e sabe bem o valor de uma escola preparada para lidar com as diferenças. Além da linguagem de sinais, Patrícia ensina Língua Portuguesa para os alunos surdos da Escola Básica Donícia Maria da Costa. Rodrigo trabalha na administração da empresa da família e começou este ano a dar aulas de Matemática na sala de apoio da mesma escola. "Meu maior orgulho foi ver uma aluna da 7a série tirar10 na prova. Ela só tinha notas vermelhas", conta. Na foto, Rodrigo diz com as mãos: "Eu gosto". E Patrícia, completa: "De ensinar".

Questão de estímulo
Débora Araújo Seabra de Moura"Tenho síndrome de Down e não quero ser discriminada. Vim cursar o Magistério e vou até o fim." Assim Débora Araújo Seabra de Moura se apresentou aos colegas na EE Luís Antônio, em Natal. Apesar da atitude firme, enfrentou professores que a consideravam incapaz e colegas que abusavam de sua bondade. Débora escreveu uma carta para a diretora relatando o tratamento de que era vítima. Ao se formar, mandou convite para todos os antigos mestres. Os pais, a advogada Margarida e o psicanalista José Robério, comemoraram mais essa etapa de luta por espaços e estimulação que começou quando a filha nasceu. A equipe da Escola Doméstica - onde ela cursou parte do Ensino Fundamental - ofereceu classes para a jovem estagiar. "Queríamos ajudá-la... Que paternalismo! É ela quem nos ensina, e muito", diz a vice-diretora, Cristine Rosado. Débora, 25 anos, é professora auxiliar de uma turma com 27 crianças, de 3 e 4 anos. Trabalha como voluntária porque, se for registrada, perde o direito a pensão em caso de morte dos responsáveis (os pais lutam para mudar a lei). Débora faz o planejamento das aulas com a professora titular e, com uma orientadora pedagógica, em casa, pesquisa e traça metas individuais. Ela mantém um diário em que anota tudo o que acontece na escola. "Tenho um aluno agressivo. Se ele continuar assim, vai ficar sem amigos", escreveu no ano passado. Ela conversou com o menino e com os pais dele. No final do ano, o garoto havia mudado. "Fiquei emocionada quando ele me disse que eu era ótima professora."
Fonte: Revista Nova Escola: Inclusão Social e Profissional/ Educadores como você

Homenagem a Dorina Nowill



Mauricio de Sousa homenageia Dorina Nowill
Criadora de famosa fundação para cegos inspirou a personagem Dorinha da Turma da Mônica.
No domingo (29/08/2010), a pedagoga Dorina Gouvêa Nowill morreu aos 91 anos, em São Paulo, devido a uma parada cardíaca. Com o objetivo de tornar acessível aos cegos materiais de estudo escritos em braile, Dorina criou uma fundação que leva o seu nome e ficou famosa por isso.Em 2004, inspirou Mauricio de Sousa na criação da personagem Dorinha, como um símbolo da conscientização das crianças quanto à deficiência visual.Com a sua morte, o famoso quadrinista fez uma declaração em sua homenagem:
- Por aqui, sentiremos sua falta, é claro. Mas quando bater aquela saudade basta lembrar da energia que ela sempre transmitiu a quem estivesse ao seu redor.
Fonte: R7 entretenimento
.
"Ficam a saudade e os exemplos como guias para a continuidade do trabalho iniciado e desenvolvido por Dorina em mais de seis décadas"
.


Chegou a hora de acabar com o Braile?


Muita tecnologia surgiu para ajudar os cegos. E para questionar o uso de um sistema que até hoje reinava sozinho
Comentário SACI: Reportagem da edição número 281, de agosto de 2010 da Revista Super Interessante.
Frederic K. SchroederA tecnologia dedicada a ajudar deficientes visuais tem evoluído muito. Novas ferramentas vêm ampliando o acesso de cegos à informação escrita: audiolivros, softwares que leem em voz alta o e-mail que acabou de chegar, serviços telefônicos que leem o jornal pela manhã. Sem dúvida, uma mão na roda, que dá mais opções aos cegos.
Essas novidades conquistaram o espaço. E, confiando nelas, os cegos estão deixando de ler. Estão apenas ouvindo. Há deficientes visuais que já aderiram completamente à tecnologia. Alguns professores de escolas para cegos também não veem mais espaço para o braile. Tanto que quase 90% das crianças cegas americanas estão crescendo sem aprender a ler e escrever. Isso é um sinal de progresso? Devemos celebrar o declínio do braile?
É verdade, a tecnologia permite a absorção rápida de muita informação. O problema é que essas novas ferramentas oferecem um tipo passivo de leitura. Ao contrário do braile, que permite uma leitura ativa. Com ele, o cérebro recebe as informações de forma diferente: além do conteúdo, absorve também as letras, a pontuação, a estrutura do texto.
A falta desse conhecimento pode prejudicar a formação de alguém. Aconteceu comigo. Perdi parte da visão aos 7 anos de idade. Aos 16, fiquei completamente cego. Não fui alfabetizado em braile quando criança, e tive de aprender a ler e escrever sozinho depois de cego. O aprendizado tardio prejudicou minha educação e minha confiança. Quando entrei na universidade, não podia soletrar. Sabia pouco sobre pontuação e regras gramaticais. Fiz um doutorado em administração da educação, mas a alfabetização limitada foi sempre uma barreira.
Hoje uso muita tecnologia de áudio. Com ela, posso ler o texto no computador em um ritmo de 250 palavras por minuto. Com o braile, leio 50 palavras por minuto. Mas a tecnologia é complicada para reuniões e palestras. Se preciso ler um discurso que escrevi, buscar notas no meio de uma apresentação, consultar tabelas, só o braile evita que eu desvie a atenção do conteúdo principal.
É como para as pessoas que têm visão: rádio e TV são métodos úteis de conseguir informação, mas não substituem a leitura. Não quero dizer que a tecnologia de áudio não é importante na vida dos cegos. Ela é. Mas deficientes visuais necessitam de uma maneira eficiente de ler e escrever, como todo mundo. Isso significa que precisamos garantir o acesso a todo tipo de tecnologia que apareça e seja capaz de auxiliar. Sem esquecer também de trabalhar para manter o braile vivo.
Fonte: Rede Saci

terça-feira, 20 de julho de 2010


Projeto de Arquitetura Universal


Até o dia 25 de julho acontece no D&D Shopping, em São Paulo, a 1ª Mostra Casa e Corporativo Acessíveis 2010 - Projeto&Estilo.
A iniciativa, fruto da parceria entre a Editora Ciranda Cultural e Instituto Brasil Acessível, tem como objetivo intensificar a cultura e o trabalho de inclusão social, aumentando a acessibilidade para as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, garantindo a integração dos usuários por meio de projetos da Arquitetura Universal que priorizam o design, a beleza e a tecnologia de ponta.
No local foi montada uma casa de estrutura metálica e vidro com 12 ambientes residenciais acessíveis, projetados por diversos arquitetos focados na inclusão. Os projetos pretendem atrair não apenas pessoas com deficiência, mas empresas interessadas nesse importante mercado. Estima-se que haja cerca de 5 milhões de pessoas com deficiência no Estado de São Paulo.
O objetivo é divulgar o conceito de Arquitetura Universal e permitir a todos os visitantes da Mostra que usufruam dos espaços de circulação e dos ambientes inclusivos criados por profissionais renomados, ressaltando o compromisso social do evento e tornando essa experiência inesquecível. É uma postura desafiadora e inédita no paísInovação e design são as premissas do evento que promete transformar o conceito de arquitetura no Brasil.Fonte: www.inclusodepneesnaescola.blogspot.com/

terça-feira, 20 de abril de 2010


FOTÓGRAFO PROFISSIONAL CEGO

Um deficiente pode fazer qualquer coisa. Prova disso é que as fotos da nova campanha da Associação Desportiva para Deficientes (ADD) foram tiradas por um cego. Assista esse filme!
http://www.add.org.br/novaCampanhaAdd/

Assista o filme do YouTube que mostra sua experiência como fotógrafo
http://www.youtube.com/user/ADDBrasil#p/u/5/TKy_C82gKFs
“O fato de a fotografia estar enquadrada ou não, isso é o que menos importa, pois é através da foto que o cego passa sua visão de mundo para as outras pessoas”.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010




Deparamos todos os dias com escadas, elevadores inadequados e portas estreitas, principalmente em construções antigas, além de apertadas vagas no estacionamento. Trata-se de um cenário considerado como normal em uma cidade. No entanto, esse mesmo cenário exclui um em cada mais de catorze brasileiros com determinados tipos de deficiência física. Para alterar essa situação é preciso vontade política, face a providências que precisam ser tomadas nos edifícios utilizados pelas diversas esferas do governo, e uma luta contínua no sentido de alterar essas situações nos variados ambientes privados.


formando em cadeira de rodas
No ano de 1999, o Ministério da Educação publicou uma Portaria (número 1.679) que obrigava as univer- sidades a se adaptarem para garantir o acesso de todos. Apenas pequenas adaptações têm sido feitas até agora, mas sabemos bem que, conforme o caso, a acessibilidade custa caro. 

Alterações diminutas, como o rebaixamento de calçadas, de entradas de prédios e de pontos de ônibus não têm custo elevado. A construção de rampas, a instalação de elevadores, a abertura suficiente de portas para permitir a passagem de uma cadeira de rodas, a adaptação de banheiros significam despesas bem maiores.

Nos últimos anos, tem-se notado uma preocupação progressiva com as questões de acessibilidade de pessoas idosas e com deficiência física aos espaços, sejam eles de uso público ou não.

Esta mudança de atitude deve-se, em parte a uma alteração substancial de mentalidade, já que, a partir da década de 80, com a conscientização levantada pelo Ano Internacional das Pessoas Deficientes, criado pela ONU, a pessoa com deficiência física passou a ser vista mais sob a ótica da sua eficiência e não tanto da deficiência.

Para garantir o direito de livre acesso ao meio físico e de livre locomoção, reconhecido pela Constituição Federal, falta uma visão mais clara de obrigatoriedade, bem como uma ligação entre a Lei e os já existentes parâmetros estabelecidos pelas normas técnicas de acessibilidade da NBR 9050/1994, feita pela ABNT.

Tire suas dúvidas


ACESSIBILIDADE PLENA
Importante

A acessibilidade é uma condição básica para a inclusão social das pessoas com deficiências ou que tenham necessidades especiais. Numa sociedade em que cada vez mais estamos utilizando modernas tecnologias de informação e de comunicação para estudarmos, informar-nos, trabalharmos e entreter-nos, acaba sendo prioritário para todos garantir a acessibilidade plena, inclusive para a Internet. De outra parte, ao projetar os espaços, os planejadores devem pensar em todas as condições de acessibilidade, sendo mais específicos os problemas de acessibilidade e utilização de equipamentos por parte das pessoas que usam cadeiras de rodas. Ao executar ou adaptar um projeto, seus construtores não podem deixar de considerar, por exemplo, condições antropométricas específicas destes usuários, já que a cadeira de rodas impõe limites à movimentação e também ao alcance manual e visual de seus usuários.

Eis algumas características das adaptações que devem ser feitas em edifícios, nos casos de instalações pré-existentes:
- As portas devem ter um mínimo de 0,80 m de vão livre.
- As portas devem ser de fácil abertura e as maçanetas devem ser do tipo alavanca.
- Deve existir uma área resistente ao impacto eventualmente provocado por bengalas e cadeiras de roda.
- Portas de áreas confinadas, tais como de banheiros, devem ter uma área livre de aproximação de 0,60 m.

A Lei Federal nº. 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dispõe sobre o atendimento e a acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, é muito clara até em certos pormenores.

Acesse o texto da Lei, entrando no site do CEDIPOD.

ACESSO MAIS AMPLO
No entanto, COMO VIMOS, acessibilidade não está relacionada apenas a ambientes físicos.
O que temos feito e conseguido?

PRODAM e CERTIC

O PRODAM, do Brasil e o CERTIC - Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de Informação e Comunicação, de Portugal, por exemplo, mantêm sites de alto interesse, que poderão ajudar você a caminhar com segurança no sentido do pleno acesso ao mundo dos computadores.

Associação Brasileira de Acessibilidade - ABRA

Para conhecer normas, legislação, treinamento, consultoria, softwares, testes e ainda ter acesso a outros sites, por meio de links selecionados, acesse a seguinte URL: http://www.acessibilidade.org.br.

Trata-se da Associação Brasileira de Acessibilidade.
Seus objetivos involvem orientações para intervenções, conscientização, promoção de treinamentos, desenvolvimento de ferramentas e execução de ações destinadas a eliminar barreiras e promover acessibilidade das pessoas com deficiência aos espaços virtuais, tais como sites na Internet, telecomunicações, softwares e outros meios.